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A violência, o poder e o outro Crítica ética da violência biopolítica

A violência constitui um dos muitos enigmas humanos. Vivemos tempos nos quais se instrumentaliza a violência para legitimar a política do ódio, fabricando a figura do outro diferente como sendo um inimigo. Desse modo, a política se torna, cada vez mais, uma relação beligerante contra o outro diferente. Concomitantemente, se utiliza a guerra como um dispositivo de governamentalização da ordem mundial, criando uma espécie de nova cultura da violência bélica. Esta instrumentalização política da violência implanta as raízes sociais que legitimam os novos autoritarismos. Novas Górgonas de movimentos políticos autoritários estão emergindo e conseguindo ampla adesão social através da instrumentalização da violência como dispositivo biopolítico para produzir o medo. Neste contexto sombrio dos novos autoritarismos, se torna necessária e urgente uma reflexão crítica a respeito da própria violência e dos modos como essa violência se legitima socialmente naturalizando-a como se fosse algo inerente ao comportamento humano. Esta obra, “A violência, o poder, e o outro. Crítica ética da violência biopolítica” apresenta uma análise crítica das raízes da violência moderna, que se torna uma violência radical na instrumentalização biopolítica da vida humana. A legitimação social da violência biopolítica tem seu correlato nos discursos naturalistas que legitimam a violência como uma pulsão ou instinto natural do ser humano, ao qual estamos, supostamente, acorrentados e do qual só podemos nos defender defendendo-nos do outro, que sempre é um inimigo potencial. Esta obra faz a desconstrução dos discursos naturalistas da violência no diálogo com diferentes pensadores contemporâneos: A. Montagu, H. Marcuse, H. Arendt, M. Foucault. E também apresenta um estudo da condição humana como potência aberta que não está presa aos determinismos da violência, senão que, o ser humano enquanto detentor de uma potência do não (Agamben), possui a potência de significar seus atos (Castoriadis), reconhecendo no Outro uma alteridade ética. A alteridade não é um momento secundário da subjetividade, senão que ambas, subjetividade e alteridade, se constituem concomitantemente no ser humano.  A abertura ontológica para o reconhecimento do outro como sendo meu semelhante e meu próximo é condição de possibilidade para neutralizar o utilitarismo da violência. No limite, o debate filosófico e político se trava entre o utilitarismo da violência e a condição ética da alteridade.

 

Castor M.M. Bartolomé Ruiz

Castor M.M. Bartolomé Ruiz – 0000-0002-6826-1560

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Número de páginas: 158

ISBN: 978-65-5460-243-3

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