Esta obra analisa a construção da imagem de Alexandre, o Grande, no cinema, a partir de uma perspectiva histórico-cultural e interdisciplinar. Com base em rigorosa fundamentação teórica, Michelle Almeida da Silveira examina duas produções emblemáticas — Alexander the Great (1956), de Robert Rossen, e Alexander (2004), de Oliver Stone —, evidenciando como as representações fílmicas do conquistador macedônio dialogam com os contextos políticos, ideológicos e estéticos de suas respectivas épocas. O estudo articula as contribuições da História Cultural, dos Estudos de Representação e da Análise Fílmica, refletindo sobre o papel do cinema na construção da memória histórica e na formação dos imaginários coletivos. Mais do que uma leitura comparativa entre dois filmes, trata-se de uma investigação sobre o poder simbólico das imagens na elaboração de sentidos sobre o passado e sobre o próprio presente. Com contribuições relevantes para os campos da História Visual, dos Estudos de Cinema e das Humanidades, esta obra afirma-se como referência no diálogo entre História, Cultura e Imagem.